Aceitação: aceitar não é se conformar
Aceitar é parar de brigar com o que já é — para poder agir. Entenda a diferença entre aceitação e resignação, e onde aceitar demais vira se perder.
Aceitação, na psicologia, é a disposição de sentir o que você está sentindo e ver o que está acontecendo sem brigar com o fato de que é assim. Não é gostar, não é aprovar, não é desistir.
Por que brigar piora
O psicólogo Daniel Wegner pediu às pessoas que não pensassem num urso branco — e elas pensaram nele o tempo todo. Tentar suprimir um pensamento ou emoção o fortalece. Quem luta contra a ansiedade fica ansioso por estar ansioso.
Aceitar para mudar
Terapias como a ACT (Steven Hayes) e a DBT (Marsha Linehan) partem do mesmo paradoxo: a mudança começa quando você para de negar o ponto de partida. "Isto aconteceu. Isto eu sinto. E agora, o que eu faço?" Resignação termina no ponto final. Aceitação continua depois da vírgula.
Como praticar
Troque "eu não devia estar sentindo isso" por "estou sentindo isso". Note onde a emoção mora no corpo e deixe estar, sem empurrar. Depois pergunte o que importa para você nessa situação — e dê um passo nessa direção, com a emoção junto.
O limite
Aceitar o que você sente não é aceitar o que fazem com você. Quem se adapta a tudo e a todos, para nunca desagradar, não está praticando aceitação: está desaparecendo.
Aceitação é a emoção de Vulnerabilidade do Verde.
Quem vive nela vira o Camaleão sombrio
“Adapta-se tanto que perde identidade.”