← As emoções
AmareloVulnerabilidade

Otimismo: o que faz bem — e quando ele cega

Otimistas vivem melhor e se recuperam mais rápido. Mas o mesmo otimismo faz a gente subestimar riscos. Entenda como ter o otimismo que enxerga.

Otimismo é a expectativa de que o futuro vai ser bom. E, em média, faz bem: nos estudos dos psicólogos Scheier e Carver, pacientes otimistas se recuperaram mais rápido de cirurgia cardíaca e lidaram melhor com doença — principalmente porque otimista continua tentando.

O jeito de explicar as coisas

Martin Seligman mostrou que a diferença está em como cada um explica um revés. O pessimista lê como permanente, geral e pessoal ("sempre dá errado, em tudo, porque eu sou assim"). O otimista lê como temporário, específico e circunstancial ("desta vez, nisto, por este motivo"). E esse estilo se aprende.

Quando ele cega

A neurocientista Tali Sharot estudou o viés de otimismo: a maioria das pessoas acha que tem menos chance que a média de adoecer, se separar ou sofrer um acidente. Daí vêm o exame adiado, o prazo impossível e a reserva que nunca foi feita.

E sonhar só com o final feliz atrapalha: a pesquisadora Gabriele Oettingen mostrou que fantasiar o sucesso reduz o esforço — o cérebro saboreia como se já tivesse chegado. O que funciona é o contraste: imaginar o objetivo e, em seguida, o obstáculo principal, com um plano para ele.

O otimismo que enxerga

Espere o melhor, planeje para o obstáculo. Um farol guia de longe; quem olha direto para ele não vê mais nada.

Em Thalamus

Esperança Amarela é a emoção de Vulnerabilidade do Amarelo.

Quem vive nela vira o Farol ambíguo

“Guia, mas pode cegar quem se aproxima.”

Vulnerabilidade nas outras cores