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Endorfina: o que é e como o corpo libera

Endorfina é a morfina que o corpo fabrica. Entenda para que serve, o que a ciência descobriu sobre o "barato do corredor" e o que realmente a libera.

O nome entrega: endo-rfina, "morfina de dentro". Na década de 1970, pesquisadores descobriram que o cérebro tinha receptores para opioides — e, logo depois, que o próprio corpo fabricava as substâncias que se encaixam neles.

Para que serve

Endorfinas são o analgésico natural do corpo. São liberadas diante de dor, estresse intenso e esforço prolongado: diminuem o sofrimento e permitem continuar. É por isso que alguém machucado num acidente às vezes só sente a dor depois.

O "barato do corredor"

Por décadas, a euforia depois de correr foi atribuída à endorfina. A história é mais interessante. Um estudo com tomografia (Boecker e colegas, 2008) confirmou que correr libera opioides no cérebro. Mas, em 2021, pesquisadores deram a corredores um remédio que bloqueia os receptores de opioide — e a euforia e a calma apareceram do mesmo jeito. O principal responsável pelo bem-estar parece ser outro sistema, o dos endocanabinoides. A endorfina participa; não trabalha sozinha.

O que libera

  • Exercício intenso ou prolongado.
  • Rir em grupo. Nos estudos de Robin Dunbar, pessoas que riram juntas toleraram mais dor logo depois.
  • Dançar e cantar em sincronia. Movimento coordenado com outras pessoas aumenta a tolerância à dor e a sensação de união.
  • Comida apimentada. A ardência é um sinal de dor; o alívio que vem depois é, em parte, a resposta do corpo a ela.

O cuidado

O sistema opioide é o mesmo em que agem a morfina e a heroína — é um circuito poderoso. Buscar pico atrás de pico, por qualquer via, cobra seu preço. E treinar ignorando dor é receita para lesão: a endorfina mascara o aviso, não conserta o problema.

Universo Underdog
Em Thalamus, isso se chama Êxtase

O momento em que a dor some e sobra plenitude tem nome no universo de Thalamus: Êxtase, uma das emoções do Magenta. E lá vale o mesmo aviso da ciência: quem passa a viver atrás do pico vai subindo até ninguém mais alcançá-lo.

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